segunda-feira, 12 de março de 2012

Perincipios a serem observados na oferta e desenvovimento do ensino


6  Gestão democrática do ensino público



        Não é raro se pensar que a gestão democrática aqui recomendada se resumiria a eleições de diretores de estabelecimentos de ensino. Entretanto, a gestão, mesmo não democrática, abrange na educação um campo muito mais amplo que o das eleições.

       Quando democrática ela envolve sobretudo a participação de todos da escola, em suas atividades de planejamento e execução,  na formulação de seus objetivos, na avaliação permanente de seu alcance, através da análise constante do cumprimento do Projeto Pedagógico  - também construído por todos que militam na escola, bem como pela comunidade escolar e o Conselho Escola-Comunidade -  levantando-lhe os pontos a serem reformulados e adequando-os ás necessidades surgidas; nas melhorias que devem ser efetuadas no prédio escolar, incluindo a aquisição de bens móveis e imóveis imprescindíveis para o bom andamento dos trabalhos escolares.

        A Gestão Democrática presume também o controle dos recursos financeiros recebidos pela escola e sua boa e correta utilização. É presença na escola em todas as situações.

        A apresentação dos temas poderia se valer do lúdico, com leituras comentadas de algumas situações que para isso se prestem, com jogos criados pelo próprio professor   e ensaio ou apresentação de peças de teatro e outras manifestações culturais com a participação dos alunos, como atração para os pais ou responsáveis.

        Muito se tem lutado pela qualidade do ensino. Têm sido ofertados aos professores alguns cursos de treinamento, de capacitação e até mesmo de formação, com objetivos claros

       A presença em Congressos e Seminários, porém, não é facilitada pelas autoridades e pelas escolas. Os que comparecem aos treinamentos e a outros eventos costumam não multiplicar o que ouviram ou aprenderam aos demais colegas ausentes. Não há tempo pois urge que as matérias do currículo escolar, devem ser completadas

          Terminados os eventos, passa a reinar  um silêncio profundo sobre o evento. Cai tudo no esquecimento. Não há planos para pôr em prática  o que de novo foi comentado, nem para se discutir conjuntamente a matéria.

       Por outro lado,custa-se a a crer que em algumas regiões do Brasil ainda vêm sendo ministradas aulas por professores sem qualquer formação, os chamados professores leigos.

         Por ocasião da edição da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, causou enorme confusão a exigência da licenciatura aos professores, no caso da abolição dos Cursos Normais, em nível médio.Mas alguns continuam a funcionar.

        Anda-se discutindoe muito os currículos dos cursos de formação de professores, como responsáveis pela sua má-formação. Mas talvez o principal entrave esteja nos currículos de todos os cursos de todos os níveis, acadêmicos, entulhados de saberes ultrapassados, sem qualquer ligação com a vida real do aluno de hoje. Tais currículos tendem a alimentar o caráter eliminatório dos vestibulares ao nível superior e a apressar a evasão de alunos da educação básica.

         Pode-se afirmar que o padrão de qualidade se apresenta quando se sente principalmente estar diante de uma escola moderna, onde alunos aprendem a pensar e a refletir chegando a suas próprias conclusões, com relação às quais têm ânsia por colocar e debater  com os seus professores e colegas.

         Isso só será possível quando se levar em consideração o contexto de vida do aluno e quando o professor entender com clarividência a necessidade de dar voz ao aluno, escutando com atenção seus argumentos sobre assuntos postos em debate.


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