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Gestão democrática do ensino público
Não é raro se pensar que a gestão
democrática aqui recomendada se resumiria a eleições de diretores de
estabelecimentos de ensino. Entretanto, a gestão, mesmo não democrática,
abrange na educação um campo muito mais amplo que o das eleições.
Quando democrática ela envolve sobretudo
a participação de todos da escola, em suas atividades de planejamento e execução, na formulação de seus objetivos, na avaliação
permanente de seu alcance, através da análise constante do cumprimento do
Projeto Pedagógico - também construído
por todos que militam na escola, bem como pela comunidade escolar e o Conselho
Escola-Comunidade - levantando-lhe os
pontos a serem reformulados e adequando-os ás necessidades surgidas; nas
melhorias que devem ser efetuadas no prédio escolar, incluindo a aquisição de
bens móveis e imóveis imprescindíveis para o bom andamento dos trabalhos escolares.
A Gestão Democrática presume também o
controle dos recursos financeiros recebidos pela escola e sua boa e correta
utilização. É presença na escola em todas as situações.
A apresentação dos temas poderia se
valer do lúdico, com leituras comentadas de algumas situações que para isso se
prestem, com jogos criados pelo próprio professor e ensaio ou apresentação de peças de teatro
e outras manifestações culturais com a participação dos alunos, como atração
para os pais ou responsáveis.
Muito se tem lutado pela qualidade do
ensino. Têm sido ofertados aos professores alguns cursos de treinamento, de
capacitação e até mesmo de formação, com objetivos claros
A presença em Congressos e Seminários,
porém, não é facilitada pelas autoridades e pelas escolas. Os que comparecem
aos treinamentos e a outros eventos costumam não multiplicar o que ouviram ou
aprenderam aos demais colegas ausentes. Não há tempo pois urge que as matérias
do currículo escolar, devem ser completadas
Terminados os eventos, passa a
reinar um silêncio profundo sobre o
evento. Cai tudo no esquecimento. Não há planos para pôr em prática o que de novo foi comentado, nem para se
discutir conjuntamente a matéria.
Por outro lado,custa-se a a crer que em
algumas regiões do Brasil ainda vêm sendo ministradas aulas por professores sem
qualquer formação, os chamados professores leigos.
Por ocasião da edição da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, causou enorme confusão a exigência da
licenciatura aos professores, no caso da abolição dos Cursos Normais, em nível
médio.Mas alguns continuam a funcionar.
Anda-se discutindoe muito os currículos
dos cursos de formação de professores, como responsáveis pela sua má-formação.
Mas talvez o principal entrave esteja nos currículos de todos os cursos de
todos os níveis, acadêmicos, entulhados de saberes ultrapassados, sem qualquer
ligação com a vida real do aluno de hoje. Tais currículos tendem a alimentar o
caráter eliminatório dos vestibulares ao nível superior e a apressar a evasão
de alunos da educação básica.
Pode-se afirmar que o padrão de
qualidade se apresenta quando se sente principalmente estar diante de uma
escola moderna, onde alunos aprendem a pensar e a refletir chegando a suas
próprias conclusões, com relação às quais têm ânsia por colocar e debater com os seus professores e colegas.
Isso só será possível quando se levar
em consideração o contexto de vida do aluno e quando o professor entender com
clarividência a necessidade de dar voz ao aluno, escutando com atenção seus
argumentos sobre assuntos postos em debate.
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