2 - Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte, e o saber.
Não restam dúvidas de que há liberdade de escolha do conhecimento que o brasileiro quer construir/aprender. Porém, muitas vezes, não basta seu desejo, devendo haver condições propícias para o cidadão recolhê-lo e decidir sobre seu destino e aplicação ou sobre a carreira mais condizente com o conhecimento construído, suas preferências, possibilidades e habilidades.
Está também garantida aos alunos e professores a liberdade de divulgar o pensamento e o saber. Mas essa liberdade não assegura a aprendizagem ao aluno, sobretudo, o da educação básica. Mesmo as ações que dependem em parte de sua vontade ou de suas necessidades, elas corresponderão a um movimento inverso ao que rege os procedimentos de ensinar e divulgar o pensamento e o saber,pois estas presumem a ação de terceiros.
Haverá sempre a necessidade de alguém responsável por sua orientação nessa etapa.Aí ressalta a importância da qualificação do professor podendo se fazer uso da internet que se tornou um grande apoio à aprendizagem e ao professor, favorecendo as escolhas dos alunos e abrindo um campo enorme de consulta, sobre qualquer tema.
Liberdade pressupõe diversidade, que por sua vez prenuncia princípios de uma certa autonomia no país, com reflexos em todos os campos, inclusive na educação.
À época da Constituição, com a reviravolta acontecida no mundo devido ao progresso tecnológico, às idéias que se seguiram sobre o neo-liberalismo , às consequências do extenso processo de globalização e à abertura política havida no Brasil, a educação impregnou-se de certas características pragmáticas, rendendo-se perigosamente à produtividade e as regras do mercado do trabalho.
Hoje em dia, passado esse momento dominado por certas utopias, não mais cabem restrições de qualquer ordem: à filosofia desenvolvida pelas escolas de todo e qualquer nível, natureza e crença, a seus princípios ideológicos, aos conteúdos que queiram sejam assimilados pelos alunos,aos livros e bibliotecas a serem consultadas, às opções organizativas e estruturais escolhidas pelos gestores, bem como às metodologias desenvolvidas e aplicadas pelos professores.
No presente, já se pode afirmar com convicção que a riqueza consequente do pluralismo anunciado e proclamado deu asas realmente à grande expansão da diversidade e da liberdade.
Também os responsáveis pela divulgação do conhecimento, que podem ser os professores, os autores de livros e seus escritos, a imprensa falada,escrita e virtual, devem ter cuidado com a excelência do seu trabalho, observando a ética, a correção de seus textos,a fidelidade ao real, o verdadeiro conhecimento do que abordam etc.
A própria lei e os documentos complementares e regulamentadores que vêm a ela se sucedendo tratam de apresentar, de modo claro, os limites naturais dessa liberdade, esclarecendo em que condições e em que grau pode ou poderá ela ser exercida. Tais mecanismos são inerentes aos próprios princípios da democracia que entende a liberdade/autonomia professadas de forma criteriosa. E sua escolha não poderá desconsiderar a formação dos jovens para cidadania, para o trabalho e a realidade do mercado do trabalho .
No que tange à cultura e à arte, a liberdade é de grande valia porque favorece e instiga fortemente a apreciação e o desenvolvimento do gosto e dos possíveis talentos entre os alunos.O professor e os membros da sociedade têm importante papel em sua formação nesses campos.
A educação escolar, por seu lado,através do ensino, propaga, primordialmente, pensamento e saber.
Não é menor aqui a responsabilidade dos agentes citados eis que deve ser incessante sua luta por uma maior independência dos educandos, no sentido de desenvolver-lhes o espírito crítico e a criatividade.
“ Os professores não deveriam estar defasados em função dessas novas possibilidades para uma renovação do “projeto pedagógico” devendo se adequar às novas condições: decisão política ,(...) formação de uma rede de formadores, visão do professor como produtor e consumidor do conhecimento, ou seja, integrando uma rede de pesquisa e comunicação.”( Almeida, 2003)
Os atuais trabalhadores não possuem uma formação massificada, coerente com o modelo produtivo anteriormente vigente, continua a autora” Valoriza-se, agora, o trabalhador polivalente, capaz de atuar em equipe (em rede), de estar disponível para atuar em diversos setores, de até mesmo viajar ou trabalhar conectado em uma rede de comunicação como as nets virtuais.”
À educação tem pois a responsabilidade de preparar um trabalhador capaz de se defrontar com o imprevisível e de inovar, adaptando-se às novas situações
Cabe dizer ainda que o princípio anunciado está sendo, de certa forma, bem atendido e em evolução constante, exceto o setor de pesquisas nos cursos superiores que não vem crescendo como seria desejável.
Há necessidade de maiores recursos do governo que permitam mais iniciativas das Universidades, sobretudo nas áreas da saúde e da ciência e tecnologia e que prendam pesquisadores brasileiros ao país, evitando sua exportação, estimulando-os a ir em busca de inovações na área,pois a nação que sempre depender de sua importação descerá no ranking mundial.
Esta preocupação deve ser apresentada aos alunos da educação básica de forma a influir positivamente em sua escolha de conhecimentos e na atuação do professor.
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